Uma após outra, algumas "figuras" típicas de Pechão vão desaparecendo. Desta vez foi o Sebastião!
Como o "vermelhinho" que também já faleceu (só que à boleia e com motivos diferentes), todos os dias ia para Olhão e voltava para Pechão. Para lá levava uma série de "recados" para fazer nas papelarias, na Repartição de Finanças ou em qualquer outro lugar. Para cá trazia baldes com peixe e marmitas com comida que lhe davam.
Algumas vezes quando eu vinha de Olhão para Pechão, junto à escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, parava para lhe dar boleia... a ele, aos baldes, aos sacos e às marmitas! Ao cheiro de comida e peixe, que o Sebastião introduzia no interior do meu carro, juntava-se o cheiro forte de tabaco impregnado na sua pele e hálito, como também uma série de palavrões que saiam da sua boca. Quando me cruzava com ele nas ruas de Pechão, tirava dois rebuçados do seu bolso e entregava-me para eu dar aos meus filhos... evidentemente que eram rebuçados que lhe tinham sido oferecidos.
Como "figura" típica que era, muitas são as histórias que se contam dele aqui em Pechão!
(Esta fotografia foi tirada pelo Danilo quando ainda existia este muro que servia de banco. Ultimamente ele sentava-se na "caixa" das garrafas de gás à porta do Costa)
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