Acho interessante quando me chamam “retrógrado” pelo facto de eu defender princípios cristãos. Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, da Verbo, retrógrado é uma pessoa que pensa e actua em conformidade com ideias e valores do passado. Não é um progressista!
Olhando para as sociedades mais antigas, antes do aparecimento do cristianismo e ainda antes de estarem sob a sua influência, incluindo as da Europa, constato que os direitos das crianças, órfãos, mulheres, viúvas e idosos, pouco ou nada estavam salvaguardados. Por exemplo, era perfeitamente natural o homossexualismo pedófilo na sociedade grega (coisa que hoje nos horroriza, qualquer que seja o tipo de pedofilia). Entre os romanos, as crianças não tinham nenhum direito. Eram simples propriedades de seus pais, podendo estes fazer com elas o que lhes apetecesse. Só quando atingissem a maioridade é que poderiam ser considerados filhos de pleno direito. Isto já para não falar das mulheres e daquilo que acontecia entre as nações consideradas bárbaras...
O cristianismo veio revolucionar as sociedades. Aliás, sejamos justos. O valor da vida que o cristianismo defende é uma herança do judaísmo. A sociedade judaica sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, porque essa era a preocupação de Deus.
Posso afirmar com toda a convicção que a tradição moral judaico-cristã, para além de ser progressista, é uma dádiva de Deus para que à vida humana seja dado o devido valor.