O Homem tem uma (quase que natural) aversão a qualquer tipo de lei. A ideia geral é que quem dita leis é alguém que, por qualquer (seu) interesse, quer obrigar outros a fazerem a sua própria vontade... quer mandar! Ora, como todos achamos que ninguém manda em nós, então há que contestar, tudo fazer para fugir à lei e para mostrar que somos livres. É assim com as leis dos homens e não é excepção com as leis divinas. Uma das leis de Deus, que se encontra no Livro de Êxodo 20:13, é “NÃO MATARÁS”.
Creio que Deus ao dar uma lei destas, fê-lo em primeiro lugar porque tinha que ser coerente com a sua própria Natureza. Deus é Vida e portanto só poderia gerar vida. A morte nunca foi o primeiro recurso usado por Deus para solucionar problemas (problemas esses causados pelos próprios homens). Ele sempre dá mais uma oportunidade para que a humanidade experimente a verdadeira vida. O próprio Senhor Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Evang. João 10:10). O que verdadeiramente me maravilha é o facto de Deus ter criado o homem e a mulher com a capacidade de eles mesmos serem capazes de gerar vida... Fez-nos co-criadores com Ele.
Em segundo lugar eu creio que esta lei foi dada por Deus porque Ele estava preocupado com a dignidade da raça humana. Embora tenhamos sido criados com a capacidade de gerar vida, temos tido sempre a inclinação para provocar a morte. No uso da nossa liberdade (que por sinal foi uma dádiva de Deus e não uma conquista nossa), temos usado de tudo para acabar com a vida humana (a nossa e a do nosso semelhante), como também com a vida da Natureza. Pela leitura da Bíblia e pela relação pessoal que tenho procurado ter com Deus, posso afirmar que Ele valoriza a vida humana, desde a sua concepção.
Porque a vida faz parte da minha natureza, é perfeitamente normal que eu seja a favor da vida e aceite, com toda a naturalidade, este mandamento.