"Não falta quem já considere a blogosfera como o quinto poder" (Vital Moreira, Colunista, Público)

Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

O ateu, o urso e Deus

 

Um ateu estava passeando num bosque, admirando tudo o que o “acidente da evolução” havia criado.

            - “Que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais!”

 

À medida que caminhava ao longo do rio, ouviu um ruído nos arbustos atrás de si. Virou-se e viu um corpulento urso, caminhando na sua direcção. Começou a correr o mais que podia, mas reparou que o urso estava demasiado próximo. Aumentou a velocidade! O medo era tanto que as lágrimas lhe vieram aos olhos. Foi então que tropeçou e caiu desamparado. Rolou rapidamente no chão e tentou levantar-se, mas o urso estava já sobre ele, procurando segurá-lo com uma pata e tentando agredi-lo ferozmente com a outra. Então o ateu clamou:

            - “Oh, meu Deus!”

 

O tempo parou, o urso ficou sem reacção, o bosque mergulhou no silêncio e até o rio parou de correr. Então, uma luz brilhou e veio uma voz do céu que dizia:

            - “Tu negaste a minha existência durante todos estes anos, ensinaste a outros que eu não existia e reduziste a criação a um acidente cósmico. Esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas fé em mim?”

 

O ateu olhou directamente para a luz e disse:

            - “Seria de facto hipocrisia da minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão! Mas talvez... possas tornar o urso cristão!?”

 

            - “Muito bem.” – disse a voz.

 

A luz foi embora, o rio voltou a correr e os sons da floresta voltaram. E, então, o urso recolheu as patas, baixou a cabeça e falou:

            - Senhor, abençoa este alimento que agora vou comer. Amem!

(Archote, n.º 374)

 

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escrito p/ pechanense às 09:46
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De Helder Sanches a 9 de Novembro de 2006 às 13:25
Do ponto de vista anedótico, está engraçado, sim senhor.
No entanto, devo dizer que o facto do urso falar transforma o texto numa fábula.
Já o facto de luzes brilharem ao mesmo tempo que se ouvem vozes no céu e o tempo pára, transforma o texto em fantasia. Assim tipo Bíblia!

Um abraço.
De pechanense a 13 de Novembro de 2006 às 14:11
Meu caro Hélder Sanches!

Quero dar-lhe as boas vindas ao pechanense e dizer-lhe que será sempre bem vindo.

Ainda bem que gostou da anedota, porque de facto é uma anedota. Quanto à afirmação que faz, referindo-se aos textos da Bíblia como sendo "fantasia", como é evidente, não concordo consigo.

Um abraço!
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