
Lembrei-me que poderia ser lançada uma campanha nacional de apoio à selecção portuguesa. À semelhança do que se fez com as bandeiras durante o euro, todos os portugueses deveriam pendurar Vuvuzelas à janela.
Vamos todos transmitir "energia positiva" aos nossos jogadores colocando Vuvuzelas à janela.
Em apoio à selecção eu já silenciei a Vuvu, pendurando-a à janela!


Quem passa à frente da Farmácia de Pechão, Concelho de Olhão, pode ler o comunicado da Senhora Directora Técnica da "Farmácia Da Ria" às "gentes de Pechão" (Tradução: "gentes de Pechão" = utentes da Farmácia de Pechão. "Farmácia Da Ria" = Farmácia de Pechão deslocalizada para o Centro Comercial de Olhão, Ria Shopping, instalado na Cidade de Olhão, Freguesia de Quelfes). Este comunicado da Dra. Ana Luísa Pacheco Mendes Segundo encontra-se afixado na montra da, ainda, Farmácia de Pechão.
Ao ler o referido comunicado, aquilo que mais chama a atenção é o segundo parágrafo, com destaque para o seguinte: "posteriores alterações legislativas no sector das farmácias obrigaram-nos a tomar esta decisão" (Desculpe senhora doutora... tenho uma dúvida! Quis mesmo dizer obrigaram-nos? Quem?).
Para que possam ler o comunicado, aqui fica a fotografia da praxe!

...perante isto, aquilo que me ocorre dizer é apenas: "estou sem palavras!"
Depois da lei que permite o casamento civil entre homossexuais ter sido aprovada a 11 de Fevereiro de 2010, foi promulgada pelo Senhor Presidente da República no passado dia 17 de Maio e foi publicada em Diário da República no dia 31 de Maio. Depois de publicada a lei precisou de cinco dias para ser aplicada que, com feriado e fim-de-semana, coincide com o dia de hoje, 7 de Junho.
Logo pela manhã comecei a ouvir no rádio que as duas mulheres lésbicas que já em tempos (ainda antes da lei ser aprovada) foram "capa de revista" porque queriam casar, iam casar na mesma Conservatória do Registo Civil em Lisboa onde em tempos tinham "encenado um teatro" para a comunicação social. De facto casaram hoje. Sobre toda esta "novela" do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não me apetece escrever muita coisa... apenas o seguinte... para já:
...tinha mais ou menos três anos! Cabelo sujo, despenteado, a cara toda tisnada e vestia uma roupa suja e rasgada. Os pés, descalços, estavam mais escuros que a cor morena da sua pele. Lá estava ele numa rotunda de Faro, junto a uma passadeira, à espera que os carros o deixassem passar para o outro lado onde o parque de estacionamento, do Centro Comercial, lhe traria algumas moedas para entregar a um adulto, muito mais “pobre” que ele.
Passaram um...dois... três carros! Nenhum parou! Ninguém lhe deu a prioridade a que tinha direito! Chegou a nossa vez. Parei junto ao traçado do chão que aguardava ser pisado por aqueles pés pequenos. Aquela passagem de peões que estava habituada a ser pisada por sapatos, ia agora conhecer uns pezinhos descalços e sujos. Receoso e espantado iniciou a sua travessia. Lentamente, com os olhos sempre fixos em nós, foi passando. De repente vejo sair daquele pequeno rosto, trigueiro e farrusco, um sorriso lindo e contagiante. Os seus olhos esverdeados, que passavam despercebidos, brilharam mais do que nunca. O ciganito, ignorado e desprezado na rotunda, naquele instante, como que deixando sair cá para fora um grito abafado no seu peito, mostrou toda a beleza de menino inocente e bonito que estava dentro de si. Também sorri... com gosto. Percebi então que o sorriso daquela criança fora provocado pelo sorriso da minha mulher. Quando chegou ao outro lado da rua parou e ficou a olhar para nós...
Não ouvisse eu um coro de buzinas, de pessoas que nunca têm tempo para parar e apreciar a beleza daquilo que é simples e, à primeira vista, é feio, comecei a andar com o carro. A minha mulher ainda olhou para trás e fez-lhe adeus. Imediatamente ele levantou a sua mãozinha toda suja e, mais uma vez, surpreendeu-nos com aquele belo sorriso!
(Hoje, dia da criança, reedito este texto escrito em 2006. Feliz dia da criança!)
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