Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Apesar de me apresentar como pechanense, a verdade é que eu não sou natural de Pechão e nem sequer nasci no Algarve. Sempre morei em grandes centros urbanos. Cresci na área da "Grande Lisboa", alguns anos no Concelho de Cascais e outros no de Almada. Também vivi, depois de casar, um bom par de anos na região do "Grande Porto". Sempre estive habituado às confusões das grandes cidades e ao caos do transito. Porém há alguns anos que vivo no Concelho de Olhão e aqui, em Pechão, há quase sete anos.
Num dia deste tive que ir, eu mais a família, a Lisboa. Quando nos despachámos para regressar à nossa aldeia, já passava das dezoito horas. O lugar, em Lisboa, onde tivemos que ir, fica perto da Maternidade Alfredo da Costa e, como ainda tinha que passar por Almada, tivemos que atravessar o rio pela Ponte 25 de Abril.
Já não me lembrava como era o trânsito. Levei quase duas horas a chegar à ponte... durante toda aquela eternidade, lembrei-me de que me aborrecia eu, todos os dias, pelos "loooongos" dez a quinze minutos que demoro para entrar em Faro. Hoje, depois de (re)experimentar o caos do trânsito de Lisboa, garanto-vos que é bom entrar em Faro em hora de Ponta.
(E como amanhã tenho que voltar a Lisboa, sozinho, vou de comboio... coisa que já não faço há muitos anos!)
sinto-me:
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

O país foi convocado para um referendo no dia 11 de Fevereiro de 2007 de modo a que, os cidadãos eleitores recenseados no território nacional, se pronunciem directamente, através de resposta de SIM ou NÃO, sobre a seguinte questão:
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
(Diário da República, 1ª série - N.º231- 30 de Novembro de 2006)
Em posts anteriores eu falei essencialmente sobre o valor da vida, segundo a minha perspectiva cristã. Não pretendo entrar em confronto com as posições do sim e do não. Creio que muitos dos argumentos usados, tanto de um lado como do outro, são, por si mesmos, "abortivos". Gostaria apenas de acrescentar que (e tentarei não escrever mais sobre este assunto), mesmo que não fosse cristão e não pautasse a minha vida pelos princípios Bíblicos, eu votaria NÃO pelo simples facto de que aquilo que nos querem "impingir" como uma possível nova lei que "põe fim à humilhação das mulheres", não passa de um aumentar da hipocrisia que se tem verificado ao longo dos anos no nosso país.
De facto, eu creio que existe muita hipocrisia à volta deste assunto que tem, acima de tudo, a ver com a dignidade da vida humana. Eu não defendo que uma mulher, que passou pela difícil experiência do aborto, passe ainda pela experiência da prisão... mas a verdade é que eu nunca vi uma mulher presa por ter feito um aborto e muito menos vi a serem julgados médicos, enfermeiros e donos de clínicas que fazem abortos (como disse a "nova Justiceira de Portugal" - "as tais máquinas de fazer dinheiro e que fogem ao fisco"). Tenho visto, sim, um grande aproveitamento político e de interesses muito duvidosos...
Porquê não adoptar uma politica orientada para uma educação sexual, um VERDADEIRO planeamento familiar, um sistema de acompanhamento e adopção de crianças, e muitas outras coisas que possam valorizar a vida humana (a das mulheres e principalmente a das crianças indefesas, mesmo as que ainda estão em formação)!?
Sem dúvida que cada um decidirá conforme a sua consciência. A minha leva-me a votar NÃO, com o sentido de, não julgar mulheres, porém, sentenciar um Estado para o obrigar a cumprir a sua Constituição.
sinto-me:
Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007
Para que a
Hugo e a Jonasnuts não digam que eu não ligo nada ao que eles ensinam, eu hoje vou colocar uma música...
AQUI e
AQUI o Hugo ensina como é que tu podes colocar músicas no teu blog!
sinto-me:
Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007
Acho interessante quando me chamam “retrógrado” pelo facto de eu defender princípios cristãos. Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, da Verbo, retrógrado é uma pessoa que pensa e actua em conformidade com ideias e valores do passado. Não é um progressista!
Olhando para as sociedades mais antigas, antes do aparecimento do cristianismo e ainda antes de estarem sob a sua influência, incluindo as da Europa, constato que os direitos das crianças, órfãos, mulheres, viúvas e idosos, pouco ou nada estavam salvaguardados. Por exemplo, era perfeitamente natural o homossexualismo pedófilo na sociedade grega (coisa que hoje nos horroriza, qualquer que seja o tipo de pedofilia). Entre os romanos, as crianças não tinham nenhum direito. Eram simples propriedades de seus pais, podendo estes fazer com elas o que lhes apetecesse. Só quando atingissem a maioridade é que poderiam ser considerados filhos de pleno direito. Isto já para não falar das mulheres e daquilo que acontecia entre as nações consideradas bárbaras...
O cristianismo veio revolucionar as sociedades. Aliás, sejamos justos. O valor da vida que o cristianismo defende é uma herança do judaísmo. A sociedade judaica sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, porque essa era a preocupação de Deus.
Posso afirmar com toda a convicção que a tradição moral judaico-cristã, para além de ser progressista, é uma dádiva de Deus para que à vida humana seja dado o devido valor.
sinto-me:
Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
O Homem tem uma (quase que natural) aversão a qualquer tipo de lei. A ideia geral é que quem dita leis é alguém que, por qualquer (seu) interesse, quer obrigar outros a fazerem a sua própria vontade... quer mandar! Ora, como todos achamos que ninguém manda em nós, então há que contestar, tudo fazer para fugir à lei e para mostrar que somos livres. É assim com as leis dos homens e não é excepção com as leis divinas. Uma das leis de Deus, que se encontra no Livro de Êxodo 20:13, é “NÃO MATARÁS”.
Creio que Deus ao dar uma lei destas, fê-lo em primeiro lugar porque tinha que ser coerente com a sua própria Natureza. Deus é Vida e portanto só poderia gerar vida. A morte nunca foi o primeiro recurso usado por Deus para solucionar problemas (problemas esses causados pelos próprios homens). Ele sempre dá mais uma oportunidade para que a humanidade experimente a verdadeira vida. O próprio Senhor Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Evang. João 10:10). O que verdadeiramente me maravilha é o facto de Deus ter criado o homem e a mulher com a capacidade de eles mesmos serem capazes de gerar vida... Fez-nos co-criadores com Ele.
Em segundo lugar eu creio que esta lei foi dada por Deus porque Ele estava preocupado com a dignidade da raça humana. Embora tenhamos sido criados com a capacidade de gerar vida, temos tido sempre a inclinação para provocar a morte. No uso da nossa liberdade (que por sinal foi uma dádiva de Deus e não uma conquista nossa), temos usado de tudo para acabar com a vida humana (a nossa e a do nosso semelhante), como também com a vida da Natureza. Pela leitura da Bíblia e pela relação pessoal que tenho procurado ter com Deus, posso afirmar que Ele valoriza a vida humana, desde a sua concepção.
Porque a vida faz parte da minha natureza, é perfeitamente normal que eu seja a favor da vida e aceite, com toda a naturalidade, este mandamento.
sinto-me:
Sábado, 20 de Janeiro de 2007
"Foste tu que formaste todo o meu ser;
formaste-me no ventre de minha mãe.
Louvo-te, ó Altíssimo, porque és terrível,
fico maravilhado com os teus prodígios.
Conheces intimamente o meu ser.
Quando os meus ossos estavam a ser formados,
sem que ninguém o pudesse ver;
quando eu me desenvolvia em segredo,
nada disso te escapava.
Tu viste-me antes de eu estar formado.
Tudo isso estava escrito no teu livro;
tinhas assinalado todos os dias da minha vida,
antes de qualquer deles existir.
Mas para mim,
que profundos são os teus pensamentos, ó Deus!
Que misterioso é o seu conteúdo.
Se eu quisesse contar, seriam mais do que a areia;
e se pudesse chegar ao fim, ainda estaria contigo."
(Salmo 139:13-18)
sinto-me:
Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007
sinto-me:
Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007
Não sei se já aderiste ao novo webmail do sapo (ainda beta).
Convido-te a clicares na imagem para conheceres...

Se tiveres dúvidas ou se desejares dar a tua opinião sobre este serviço,
podes visitar o
blog do SAPO mail(clica neste "logo")

sinto-me:
Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007
(como disse a enarot no blog dos blogsSAPO
e como podes verificar neste post,
estas janelinhas também se podem transformar numa autentica praga...)
sinto-me:
Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007
Sempre que se faz uma
pesquisa com a palavra Pechão aparece, entre muitas coisas, isto:
Praias
Praia de Bias - Pechão (Olhão). Acesso pela estrada: Sim Distância da estrada:
1000 metros Parque de estacionamento: Sim Praia marítima ...
praias.publico.pt/pesquisa.asp?p=24881
Praia em Pechão!?
Alguém sabe dizer onde fica esta
"Praia de Bias em Pechão"?
E já agora, como se vai para lá?
sinto-me: 
com vontade de ir para a praia
Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007
Não sei se a teoria de Charles Darwing se poderá aplicar à "evolução" ou "selecção natural" que tem acontecido com na Esquerda Portuguesa. Se observarmos atentamente, verificamos que esta "espécie" tem sofrido algumas mutações. Não sei se estará correcto afirmar que da "Primitiva Esquerda", hoje existem três "distintos" ramos e, como é natural, as suas normais ramificações.
O primeiro grande ramo, que várias vezes tem manifestado "preocupantes" sinais de extinção, é a chamada "Esquerda Retrógrada". Embora existam alterações significativas do "clima", este ramo da esquerda tem procurado resistir às mudanças "climáticas" e, apesar do seu número reduzido, ainda não desapareceu. Devido à sua grande capacidade de sobrevivência, tem procurado manter as suas características originais. Comparando com outro tipo de Dinossauros, apesar da "catástrofe" natural que se abateu sobre a "Velha Sibéria", estes não se extinguiram!
Temos o segundo grande ramo que tem vindo a crescer e é conhecido pelos "Troskistas Comedores de Caviar". Estes surgiram com o "acasalamento de elementos mais fortes" e a "eliminação natural dos mais fracos", da mui antiga "Extrema Esquerda".
O terceiro ramo é aquele que, do qual, ultimamente se tem falado muito. É a chamada "Esquerda Moderna". Esta última tem sido objecto de vários estudos. Estudos esses feitos por "conceituados cientistas", mas o facto é que poucas têm sido as conclusões. De forma alguma me considero um "cientista" e nada percebo desta "ciência", mas a minha pouca capacidade de observação tem me levado ao seguinte raciocínio acerca deste último ramo. Agradeço que os leitores digam se está ou não correcto e me ajudem a chegar a uma conclusão.
Peguei naquilo a que chamo a "Espinha Dorsal" da Esquerda que em poucas palavras se define por "Justiça Social", ou seja, "tirar aos ricos para distribuir pelos pobres". Pela observação verificamos que este "gene" continua activo na "Esquerda Moderna", porém com uma "pequena" mutação. A "Esquerda Antiga", sem diferenças, procurava tirar a todos os ricos em geral e dava, "sem diferenças" a todos os pobres em geral. Hoje, a "Esquerda Moderna" junta "ricos" e "pobres" em várias categorias. Após esta operação, retira aos mais "ricos" de uma determinada categoria e dá aos "pobres" da mesma categoria.
Eu explico melhor o meu raciocínio. Junta, por exemplo, todos os "deficientes" numa só categoria. Retira aquilo que os "deficientes mais ricos" têm a mais para redistribuir pelos "deficientes mais pobres" - demonstrando assim a velha máxima da Justiça Social!
sinto-me:
Sábado, 6 de Janeiro de 2007
Chegou o momento da segunda parte do SAPO Vídeos (a minha segunda parte, claro, que a do próprio SAPO ainda não está pronta...)
Na PRIMEIRA PARTE relatei a minha experiência em introduzir um Vídeo do SAPO (que já lá estava), num blog. Nesta II Parte quero compartilhar convosco aquilo que foi a minha aventura na tentativa de enviar um "filme caseiro" para a minha conta de vídeos previamente criada (tentativa concretizada, claro).
Comecei por fazer um filmezito (se é que se pode chamar de filme àquilo que fiz). Acedi à minha conta e fui seguindo os passos que estão lá indicados (certamente que foi a pensar em mim que fizeram aquilo tão fácil). Levei um minuto a escrever o título, as tags e ainda algumas palavras relacionadas com a minha “obra-prima”. Avancei para o passo seguinte. Cliquei no respectivo botão que me levou aos meus ficheiros. Procurei os “meus vídeos” e seleccionei o meu “primeiro sucesso” da Sétima Arte.
Eram precisamente 12.09 horas quando cliquei no botão do “upload”. Apareceu uma mensagem a dizer que deveria manter a janela aberta enquanto durasse a operação. Esperei... esperei... continuei a esperar... até que resolvi ir pôr a mesa para almoçarmos (eu e um dos meus filhos que estava a chegar da escola). Vim espreitar e a operação continuava. Decidi então ir à mercearia comprar pão. Voltei e espreitei... a operação continuava. Fui cortar o pão e vim espreitar... a operação continuava. Resolvi ir pôr o nosso almoço a aquecer e vim espreitar... a operação continuava. Já começava a pensar que tinha feito alguma coisa mal... quando finalmente (já estávamos nas 12.40 horas, ou seja, já tinham passado 31 minutos), apareceu uma mensagem a dizer – “Ficheiro enviado. Aguarde enquanto processamos o seu Vídeo.” Entretanto fui espreitar a comida e esperei mais uns 2 minutos e nada. Reparei então que estava lá a palavra OK. Cliquei! Apareceu uma mensagem a dizer que a “coisa” estava em processamento. Farto daquilo, resolvi aceder à página principal do SAPO Vídeos para ver se já lá estava ou não... Fiquei surpreendido porque, não só já lá estava, como já tinha sido visto por três pessoas. Também fui ver! Entretanto chegou o meu filho e fomos almoçar.
Por volta das 14 horas resolvi voltar a espreitar e já tinha tido o dobro de espectadores... seis pessoas distraídas tinham estado lá a ver. Não resisti e visionei mais uma vez e reparei que o número passou para sete... percebi logo que afinal só tinham sido cinco os espectadores.
Hoje, antes de escrever este longo texto, voltei lá para espreitar e, pasmem-se, já são 43 as pessoas que “não têm nada para fazer”... Ups! Passou para 44 :)
Conclusão: Enquanto os filmes (ou seja lá o que quiserem chamar) que envio para “Lisboa” não forem via Auto-Estrada, mas sim, forem pela estrada da Serra do Caldeirão, eu acho que não vou enviar mais nada. Embora seja fácil, é MUITO TEMPO meus amigos!
Nota: Eu não coloco aqui o “filme” para que não digam o mesmo que os meus filhos: “Que coisa mais seca”... e eu tenho que concordar com eles. Sem dúvida que não será uma obra para arrancar nenhum prémio “louco2007”.
sinto-me:
Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007
O SAPO "aproveitou" a minha ausência e lançou mais um serviço...
o SAPO Vídeos. Gostei da ideia do lançamento e já "reservei" o meu lugar, mas não gostei de ter sido "apunhalado pelas costas"... enfim!
Hoje vou colocar aqui um vídeo para experimentar. Não li as "instruções" de propósito e vou arriscar para ver se consigo... se os "comuns mortais" são capazes de chegar lá.
Aproveito a "dica" que encontrei
aqui e vou publicar um vídeo do Gato Fedorento...
Por causa das horas que são, coloco este do Noddy. Depois nos comentários digo-vos se foi difícil ou não...
sinto-me:
Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007
...em pleno Inverno.
Na sua mensagem de Natal, o Senhor Engenheiro deixou-nos um "
presente" com os seus maiores sonhos para Portugal. A verdade porém é que nem todos os portugueses conseguem sonhar como ele. Alguns têm mesmo que fazer uma tremenda ginástica... direi mesmo que são obrigados a "andar de cabeça para baixo" para conseguirem "ler tais SOHNOS"!
Uma coisa eu sei e acredito nela... depois do Inverno virá a Primavera!
Digo mais: Não tenciono "fazer o pino"
porque este meu SONHO não está invertido.
sinto-me: Com Esperança