Antes de mais, dois avisos:
1º - Este post é longo. Sente-se para o ler com calma.
2º - Isto é ficção. Qualquer semelhança com a realidade é coincidência.
Ainda hoje dou por mim a olhar para ele. São muitas, as vezes que fico parado à frente do meu carro a contemplá-lo! Digam o que disserem, ele é bonito. Embora mudasse de cor todos os anos, não havia nele beleza alguma, era deslavado, direi mesmo, era piroso... mas neste ano... aaah... neste ano caprichou na sua aparência. Reflecte por todos os lados, aquelas três bolinhas com as cores dos semáforos dão-lhe um toque especial. Sem dúvida alguma, o selo do carro deste ano é bonito e tem uma personalidade forte... aliás, é personalizado! Acho mesmo que o meu carro, desde que coloquei no vidro dianteiro esta belíssima estampa, tem andado mais feliz... sinto isso mesmo!
Lembro-me do início de tudo! Sendo eu um exemplo vivo desta espécie a que se chama português, aguardei até ao (primeiro) último dia dos sucessivos prazos para a compra do selo. Deliberadamente não o comprei via Internet porque achei que (como aconteceu com a declaração do IRS deste ano), estaria a trabalhar gratuitamente para o Ministério das Finanças, introduzindo eu, no meu banco de dados, tudo aquilo que o Senhor Ministro precisa saber para coscuvilhar a minha vida. Assim como assim, eu teria de esperar na mesma que o selo chegasse a minha casa pelo correio e ainda por cima teria que me deslocar ao Multibanco ou às Finanças para o respectivo pagamento. Decidido, fui à Repartição de Finanças de Olhão para adquirir o selo para o meu carro.
Lembro-me como se fosse ontem. Estávamos no dia dezanove de Julho do ano de dois mil e seis. Apanhei uma “senhora bichona”. Embora não sejam do meu gosto, convivo perfeitamente com elas... também já nos vamos habituando. Para onde quer que nos viremos, vemos bichas em tudo que é sítio. Coloquei-me no meu lugar aguardando a minha vez. Já começava a ser desesperante. A referida bicha, ziguezagueando-se, avançava lentamente com um rabear insinuante, mas muito tímido. A certa altura entrou uma senhora que, não olhando para ninguém, se dirigiu ao postigo (sim, eu não digo guiché). Imediatamente se ouviu um coro de protestos. Um senhor que estava à minha frente disse: “A senhora está grávida, tem prioridade”. Olhei para ela e reparei que era uma senhora volumosa e tinha um proeminente abdómen. Estava eu constatando tal facto, quando dou por mim a descair os meus olhos para minha barriguinha (sim, porque como já o disse, sou um exemplo vivo desta espécie a que se chama portuga). Pensei (por aqui já podem ver como funciona a cabeça deste pechanense), “olha lá... será que dá resultado!? Nááá! A barba denunciava-me logo...” De repente, estes meus brilhantes pensamentos são interrompidos pela constante resmunguice de uma senhora que estava atrás de mim. “...grávida agora... ela está é inchada... se calhar eu estou mais grávida do que ela...”
Quando a tal senhora grávida se foi embora (não cheguei a abrir a minha boca, mas também me pareceu que eu estava tão grávido como ela), a funcionária levantou-se do seu lugar e saiu. Foi a gota de água para a senhora que ia ser atendida depois de mim... “Agora vai embora! Já não bastava estar aqui a trabalhar devagar... isto só em Portugal... lá em França não é assim... blá, blá, blá, blá, blá...” Eu já estava a ficar farto de a ouvir. Apetecia-me, com toda a educação (como é evidente), dizer-lhe: “FECHE A SUA BOCA, POR FAVOR”... (como também é evidente), com toda a educação, não o disse. A funcionária voltou e, depois de algum tempo (com a senhora que continuava a falazar, ora em português, ora em francesice), chegou a minha vez.
Quando ouvi as palavras proferidas pela funcionária da Repartição de Finanças de Olhão - “A seguir”; tudo o resto à minha volta parou... chegara o meu momento. Apresentei os documentos da viatura e o cartão de contribuinte. Assim que o meu número foi introduzido no computador, imediatamente a minha vida ficou escarrapachada no ecrã. Confirmou se a morada estava correcta e falou “são quarenta e nove euros e vinte e seis cêntimos”... “desculpe, pode repetir!?” disse eu. Pausadamente a funcionária repetiu o valor. Eu ainda disse: “Tem a certeza!? A minha viatura é apenas um Astrazinho de 2001...” Pelo seu olhar e pelo seu silêncio, percebi imediatamente o que tinha a fazer. Saquei da carteira e paguei. “Paciência” - pensei. “É uma ajudinha para que os autarcas de Olhão possam fazer alguma rotunda ou um qualquer arraial no último ano do seu mandato e assim convencer o povo a votarem novamente neles”. No fim recebi um papel para comprovar o pagamento e a informação de que o selo seria enviado para a minha residência. Agradeci e fui-me embora.
Estava a chegar à porta de saída e ainda ouvi a “senhora resmungona”, quando chegou ao guiché (“afrancesada” como era, certamente ela nunca diria postigo). “Quero o livro amarelo.” A funcionária calmamente perguntou: “Quer o livro amarelo porquê”. Ao que a senhora respondeu imediatamente: “Quero enviar o livro amarelo para a
Não sei qual foi o desfecho da história. Fui para casa esperar pelo selo. Finalmente, depois de muita ansiedade e muitas idas à caixa de correio, quase no final de Agosto chegou uma carta da Repartição de Finanças de Olhão. Peguei nela e o meu coração bateu forte... Não era uma carta do fisco a cobrar-me mais IRS. Era a carta do Ministério das Finanças e Administração Pública que trazia o dístico do Imposto Municipal Sobre Veículos. Corri a colocá-lo no carro. Fiquei a contemplá-lo... ainda hoje dou por mim a olhar para ele!
"A atracção pela morte é um dos sinais da decadência (...) Discute-se o aborto. Discutem-se os casamentos entre homossexuais (inférteis). Debate-se a eutanásia. Promove-se uma cultura de morte"
José António Saraiva (director do Sol)
Esta noite quase não "preguei olho" por causa do enorme sentimento de culpa que carrego em meu peito. É verdade! Sinto-me culpado pelo enorme prejuízo que tenho causado à EDP. Por estar a pagar menos do que devia pelo consumo de electricidade, esta empresa ficou prejudicada, impedida de fazer fabulosos investimentos, correndo o risco das suas acções saírem da Bolsa... creio que está mesmo no limiar da pobreza.
A acusação do Senhor Secretário de Estado Adjunto, António Castro Guerra, caiu no mais profundo do meu ser como um raio fulminante... uma verdadeira descarga eléctrica de milhares de volts... Estou em estado de choque comigo mesmo. Foi uma noite em que passei “às claras” (mas sempre com a luz apagada).
Mas o que agravou este sentimento de culpa que me está verdadeiramente a consumir, foi o facto de eu não ter resistido à tentação e, num inquérito que ontem estava na página principal do sapo (perguntava como classificava as declarações do referido senhor), escolhi a opção “Este senhor é um iluminado”...
Ooohhh! Minha culpa, minha máxima culpa!
(sic)
Eu confesso... SOU CULPADO!
Venha de lá então essa facturazinha que eu pago.
Quando publiquei a posta sobre a geminação entre Pechão e Morangis, esperava que muitos pechanenses (pelo menos alguns dos 40 que foram até França), viessem até cá para contar como foi! Bom, vou esperar mais um dia para ver se dizem alguma coisa...
Entretanto, enquanto esperamos, convido-vos a NÃO beber deste café. Nós nunca sabemos o que está dentro destas máquinas...
Se por acaso (só se não leste o "NÃO") bebeste o café (ou leste mas não fizeste caso), deixo-te outro aviso - não abras a máquina porque certamente não vais querer saber a razão do mau sabor!
Uma comitiva de 40 pechanenses deslocou-se a França, ao município de Morangis, de 28 de Setembro a 4 de Outubro, com o objectivo de formalizar o processo de geminação entre as duas autarquias, com a assinatura do protocolo.
No passado dia 30 de Setembro, no Salão Nobre da cidade de Morangis, Custódio Moreno, presidente da Junta de Freguesia de Pechão, e Daniel Tréhin, presidente da Câmara Municipal de Morangis e anfitrião do acto solene, assinaram o protocolo de geminação entre estas duas autarquias.
Para ler o resto da notícia, clica no
...o governo prepara-se para encerrar as morgues!
Encerramento de morgues obriga portugueses a ir morrer a Badajoz. "Vão morrer Longe" é o nome de uma nova medida anunciada pelo Governo.
Depois do encerramento das maternidades, o Ministério da Saúde prepara-se para mandar fechar as morgues onde não entre um mínimo de 1500 mortos por ano. É o caso da morgue do Hospital de Santo Tirso onde, de acordo com o ministro Correia de Campos, "o número de mortos é ridículo!". A população está naturalmente preocupada e as reacções não se fizeram esperar. "É uma vergonha!", confidenciou Américo Jacinto, de 82 anos: "tenho de ir morrer a mais de 60 quilómetros daqui! Agora diga-me se isto dá jeito a alguém".
Concentrados esta manhã à porta da morgue, os populares garantiram que vão fazer tudo para aumentar o número de mortes na cidade...
(recebido por e-mail)
...e qual é o problema?
Um ateu estava passeando num bosque, admirando tudo o que o “acidente da evolução” havia criado.
- “Que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais!”
À medida que caminhava ao longo do rio, ouviu um ruído nos arbustos atrás de si. Virou-se e viu um corpulento urso, caminhando na sua direcção. Começou a correr o mais que podia, mas reparou que o urso estava demasiado próximo. Aumentou a velocidade! O medo era tanto que as lágrimas lhe vieram aos olhos. Foi então que tropeçou e caiu desamparado. Rolou rapidamente no chão e tentou levantar-se, mas o urso estava já sobre ele, procurando segurá-lo com uma pata e tentando agredi-lo ferozmente com a outra. Então o ateu clamou:
- “Oh, meu Deus!”
O tempo parou, o urso ficou sem reacção, o bosque mergulhou no silêncio e até o rio parou de correr. Então, uma luz brilhou e veio uma voz do céu que dizia:
- “Tu negaste a minha existência durante todos estes anos, ensinaste a outros que eu não existia e reduziste a criação a um acidente cósmico. Esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas fé em mim?”
O ateu olhou directamente para a luz e disse:
- “Seria de facto hipocrisia da minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão! Mas talvez... possas tornar o urso cristão!?”
- “Muito bem.” – disse a voz.
A luz foi embora, o rio voltou a correr e os sons da floresta voltaram. E, então, o urso recolheu as patas, baixou a cabeça e falou:
- Senhor, abençoa este alimento que agora vou comer. Amem!
(Archote, n.º 374)
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