"Não falta quem já considere a blogosfera como o quinto poder" (Vital Moreira, Colunista, Público)

Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

Um colosso

 

"Deixem chegar o Benfica a 2011/2012. Vão ver que seremos um colosso europeu, para não dizer mundial."

Luis Filipe Vieira, à RTP

 

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escrito p/ pechanense às 23:55
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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006

Transportes escolares em Pechão

 

Em Portugal, sempre que se inicia um ano lectivo surgem inúmeros problemas relacionados com os professores, com as escolas, com a Senhora Ministra de Educação, ou com qualquer outra coisa.

 

Cá para os meus lados não é excepção. Neste ano existe um problema com o transporte dos alunos que moram em Pechão e desejam deslocar-se para a sua escola em Olhão – EB 2/3 Professor Paula Nogueira. Aliás, já no ano passado existiu um problema mas que, dois dias depois, ficou resolvido.

 

Eu explico qual é a questão deste ano: Os alunos que estão dentro da escolaridade obrigatória e que têm de se deslocar de Pechão para Olhão, a partir do momento em que passam a frequentar o 5º ano, têm assegurado o transporte que é feito pela empresa de autocarros EVA. A cada aluno é entregue, gratuitamente, um passe. Creio que existe um protocolo entre a referida empresa e a Câmara Municipal de Olhão/Escola EB2/3, Professor Paula Nogueira. Neste ano, porém, isto não aconteceu.

 

Quando o ano lectivo começou, os motoristas dos autocarros começaram a exigir que as crianças pagassem o bilhete (pelo menos duas vezes 1,64 euro), porque não tinham passe. Desloquei-me à escola e informaram-me que só passados dois ou três dias do ano lectivo começar, é que os pedidos dos passes foram enviados para a Câmara Municipal de Olhão e, por sua vez, foram enviados para a empresa de autocarros. Disseram-me ainda que a culpa foi da Câmara porque não deu, atempadamente, a informação necessária... entretanto alguns pais optaram por pagar diariamente os bilhetes, outros, que é o meu caso, levam e trazem os filhos de carro.

 

Creio que este problema só ficará resolvido no próximo mês. Desta forma a Câmara ou a Escola, poupa algum dinheiro... ou então a empresa de autocarros ganha a dobrar! O que sei é que quem está a perder, não só financeiramente, são os pais dos alunos.

 

Isto é possível acontecer porque os pais não reagem energicamente junto daqueles que têm responsabilidades. Muitos pais não dizem nada por medo, outros porque já estão conformados com este “fado” português e outros já não querem ser acusados de serem sempre os mesmos (únicos) “contestatários”... assim fica livre o caminho para, “quem pode”, fazer o que lhe apetece!

 

Pela parte que me cabe, lamento que aqueles que foram eleitos democraticamente pelos pais dos alunos de Pechão não se tenham interessado pelo assunto e advogado a nossa causa junto da Câmara, da Escola e (ou) da EVA, exigindo aquilo a que temos direito.

 

Mas isto sou eu a falar... certamente (mais uma vez) mal!

sinto-me:
escrito p/ pechanense às 11:45
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

De Espanha... bom abastecimento!

 

Neste Sábado a família decidiu, em “ar-de-passeio”, ir a terra de “nuestros hermanos e hermanas”. Fomos até Cartaya e aproveitámos para fazer algumas compritas no “Carrefour” (isto é pura publicidade e, para mais, gratuita). Este pechanense pensou: “já que cá estamos e como sou português, vou abastecer o carro com gasolina”. Aproximei-me do local de abastecimento e, pasmem-se meus amigos, o preço do litro da gasolina sem chumbo 95 estava a 0,979 euros. Como ainda tinha algum combustível no depósito do carro, meti 44,180 litros, o que me faria pagar 43,25 euros... disse bem, “faria pagar”, porque não paguei isso. Apresentei o meu humilde cartão de multi-banco e, pasmem-se ainda mais meus amigos, fizeram-me um desconto de 6,000%.

 

Significa que, por 44,180 litros de gasolina sem chumbo 95, eu paguei 40,65 euros porque o preço do litro ficou em 0,92 euros.

 

Fica aqui uma palavrinha ao Senhor Engenheiro: No fim da transacção comercial deram-me um recibo que dizia, “Operacion Aceptada”, “Gracias por su visita”. Também agradeci (na língua lusa) e pensei que, sem muita alegria, passaria a ser mais um dos muitos (mas mesmo muuuuitos) portugueses que estão a ajudar a economia espanhola! Sabe uma coisa Senhor Engenheiro, para mim (e certamente para muitos outros portugueses), meter gasolina em Espanha não é bem “igual ao litro”!

 

Diz-se em Portugal que:

“de Espanha nem bom vento,

nem bom casamento",

(porém agora é costume dizer-se)

“mas é bom, o abastecimento!”

 

sinto-me: (tristemente) pró Filipe
escrito p/ pechanense às 13:23
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Lendas e Mitos do Concelho de Olhão

O ARRAÚL

Arraúl foi um rapaz dotado de uma invulgar valentia, cujo nome quer dizer em sânscrito "amigo de bem fazer", o que se adequa à sua vida, porque foi ele quem criou o cordão dunar da actual Ria Formosa, que protege o Continente nesta zona do Algarve.

Dizem que o Arraúl era  o 20º filho do guarda-mor das colunas de Hércules, e o único sobrevivente da Atlântida, já que toda a população, assim como a própria ilha, desapareceram submersos, porque já na altura os deuses costumavam castigar os mortais quando eles se tornavam demasiados altivos e sobranceiros, o que sempre acontece nos momentos finais das grandes civilizações!

Arraúl, com aquela ondulação tumultuosa que submergiu a Atlântida, foi empurrado para o mar alto e engolido por uma enorme baleia. Com o Levante, a baleia almareou e devolveu-o ao mar ainda com vida. A força da corrente veio depositá-lo em terra firme, no Sítio das Prainhas, local onde Olhão se iniciou.

Logo se sentiu encantado com o lugar e receoso de outro cataclismo, decidiu proteger a costa nesta zona, carregando terra do Cerro da Cabeça para o mar. Para isso, construiu um enorme carro quadrado, com duas rodas quadradas - gostava de tudo o que era quadrado! – e ei-lo a escavar e carregar terra! Assim nasceu a língua de areia, que protege a costa, formando as ilhas da Fuseta, da Armona e da Culatra. As correntes fizeram com que esta areia aos poucos chegasse até Cacela e assim se formasse a actual Ria Formosa com todo o seu cordão dunar.

De realçar que, segundo a lenda, antes do Arraúl aparecer, o Cerro da Cabeça era maior que o Cerro de S. Miguel, mas com a escavação maciça a que foi sujeito foi abatendo ficando tal como é hoje, bastante menor que o Cerro de S. Miguel!

Nos seus carregamentos, alguns detritos caíam através do actual Sítio dos Murtais e Alfandanga, formando uma planície muito rica para agricultura. Por aqui viveu, durante muitos anos, fazendo vida de mar. Diz-nos a lenda que gostava muito de sardinhas e tinha o condão de as assar num fogareiro debaixo de água. Tal força possuía, que levantava com uma só mão e com a maior das facilidades, enormes barcos e respectiva tripulação.

O Arraúl tencionava também calcetar uma estrada através do oceano quer para o local onde outrora teria existido a sua antiga terra Atlântida,  quer para a América, no entanto, primeiro quis fazer uma grande cidade subterrânea no Cerro da Cabeça, aproveitando as grutas que lá criou enquanto carregava terra para o mar.

Segundo alguns, Arraúl perdeu-se para sempre nos diversos labirintos que criou no Cerro da Cabeça, mas outros dizem que terá morrido quando a montanha abateu.

Seja como for, nunca mais foi visto, dele tendo ficado apenas esta lenda, a Ria Formosa, e Olhão!

 

António Paula Brito

Fonte:

  • Conceição Pires - Elucidário, Cidade de Olhão da Restauração - 1ª ed. da autora, 2001, p.177.

  • Domingos Terramoto - Arraúl in O Mirante - Biblioteca Museu, Câmara Municipal de Olhão, 1984.

 

Outras lendas, outros mitos:

A Lenda de Marim
A Floripes
O Menino dos olhos grandes

O Mouro encantado

Lendas de Moncarapacho

A Torre de Bias

 

sinto-me:
escrito p/ pechanense às 10:26
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006

Para grandes males...

grandes remédios!

 

As medidas que se têm tomado, ou que se procuram tomar em Portugal para resolver problemas, têm me deixado apreensivo:

 

- Para evitar uma maior propagação do vírus HIV nas prisões portuguesas, criam-se salas de xuto!

- Para evitar o aumento da gravidez indesejada, principalmente entre as adolescentes, provocando também o aumento de mães adolescentes, permite-se a venda livre da pílula do dia seguinte!

- Para evitar a morte de mulheres que decidem pôr um fim à vida de seus filhos ainda dentro de si, “liberaliza-se” o aborto!

 

Por esta ordem de ideias, temo que as próximas medidas serão:

 

- Para evitar a morte de peões nas passadeiras, acabam-se com as passadeiras!

- Para evitar a morte de crianças com armas de fogo, ensinam-se os meninos a mexerem em armas!

- Para evitar o tráfico de drogas, deixa de ser crime vender-se droga!

- ...

 

Claro que isto devo ser eu a pensar erradamente...

 

escrito p/ pechanense às 16:01
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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006

Um peditório

 

Ao lado do prédio onde moro está a ser construído um outro. Para isso instalaram uma grande grua. TODOS OS DIAS ela tem desempenhado de uma forma exímia a sua tarefa...

 

Há quase um ano que este “aparelho” tem levantado, suspendido, transladado e depositado cargas bem pesadas.   Infelizmente parece que nestes últimos dias tem dado sinais de “cansaço”. Não sei se é da roldana, dos cabos ou do motor, o certo é que uns estridentes guinchos têm sido emitidos pela dita cuja.

 

Não sou especialista na matéria, mas o senso comum diria que talvez seja fruto do desgaste. Acho que um pouco de óleo acabaria com o som estridente, inarticulado e incomodativo, principalmente nas “madrugadas” de Sábado e de Domingo.

 

Também não sou pessoa para “implicar” com quem não se importa com o Ruído. Portanto, para bem de todos (menos para a grua que continuaria a trabalhar aos fins-de-semana), estou aqui a promover um peditório.

 

Segundo os últimos censos, em Pechão somos 3 033 residentes. Se cada um der um cêntimo, conseguiremos juntar 30 euros e 33 cêntimos... acho que dá para comprar uma latinha de lubrificante na drogaria cá da terra.

 

Faça chegar o seu donativo junto dos responsáveis da obra... não custa nada!

 

sinto-me: empenhado em boas causas
escrito p/ pechanense às 16:01
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006

Saí mas já cá estou

 

A família aproveitou a última semanita antes das aulas começarem (e também os últimos dias de férias) para passear.

Decidimos ir até ao Norte, passando pelo interior para visitar alguns lugares. Entretanto, quando já íamos em Monsaraz, recebemos um telefonema para viajar até aos Açores. Ainda avançámos até Vila Viçosa e regressámos a Pechão. Na Sexta-feira, eu mais a "menina dos meus olhos", levantámos voo até à Ilha de São Miguel (infelizmente os nossos filhotes não puderam ir... ficaram com os avós).

Na primeira parte da semana (no Continente):

- podes ver AQUI alguns sítios por onde passámos!

Na segunda parte da semana (na Ilha de São Miguel):

- podes ver AQUI o que fomos lá fazer!

- e ainda podes ver AQUI o que nos deslumbrou!

 

Esta é a razão da minha ausência, mas já cá estou...

 

sinto-me:
escrito p/ pechanense às 12:12
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