Andava "Ares Lusitani" pavoneando-se junto ao "imenso rio que envolve as partes terrestres do mundo, habitado por diversas divindades, sob comando de Poseidon", quando algumas "Oceânidas" vieram ter com ele.
- Ouviste o que disse a "irmã de Cadmo" sobre ti? Ela disse que desta maneira não terás os seus favores. Disse que aparentas aquilo que não és e que estás a ficar feio!
- Estais enganadas, ó "ninfas dos mares". O que disse a "filha de Agenor" foi que eu tinha os meus belos cabelos despenteados. Reparai pois como eles são sedosos e brilhantes. Eu uso "champô herbal"!
Desloquei-me à escola dos meus filhos. Enquanto aguardo no átrio de entrada para ser atendido na secretaria, oiço o seguinte diálogo entre uma professora e uma auxiliar de acção educativa:
- Mas onde vai a senhora professora de inglês com tanta pressa?
- Olhe, vou dar uma aula de substituição ao 5º A... de Educação Física.
- E o que vai fazer com eles!?
- Não sei. O pavilhão está ocupado com outra turma. Vim ver se havia uma sala livre, mas parece que não há. Os rapazes estão espalhados pelo campo a jogar futebol. As meninas estão na sala de convívio à minha espera. Já passaram dez minutos desde o início da aula, diga-me lá você o que é que eu vou fazer com eles? Tem alguma ideia?
- (Rindo-se) Ó senhora doutora... então... com os moços, já o assunto está resolvido. Estão entretidos a jogar futebol. Em relação às moças, leve-as para o pátio e jogue à cabra-cega com elas... se quiser eu empresto-lhe o meu lenço....
Entretanto, os professores começaram uma greve às actividades não lectivas, que é como quem diz, às aulas de substituição. O senhor Primeiro-Ministro já veio dizer que não compreende a razão desta greve e que a senhora Ministra da Educação já anunciou que para o ano as aulas de substituição vão ser introduzidas no secundário...
Está-se mesmo a ver que no ano lectivo de 2006/2007, o jogo da cabra-cega fará parte do currículo dos meninos e das meninas que estão prestes a entrar na universidade.
O senhor Mohammed Taheri, embaixador do Irão em Portugal, classifica como sensata a posição do ministro dos Negócios Estrangeiros, chegando mesmo a elogiar Freitas do Amaral. O Primeiro Ministro de Portugal também veio à praça pública mostrar solidariedade com as posições assumidas pelo seu ministro. Em declarações à Antena 1, Mohammed Taheri considerou positiva a postura do governo e classificou as declarações de Freitas do Amaral como "muito boas e muito lógicas". (SIC)
Para quem não sabe, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros considera que tem sido o Ocidente o maior agressor nos conflitos com o mundo islâmico e que a forma de acabar com tudo isto é a criação de um campeonato de futebol entre europeus e árabes, de modo a "aproximar civilizações".
Valeu-lhe o elogio!
Hoje é o dia dos namorados. Muitas vezes eles não sabem o que dizer às suas amadas e elas aos seus amados. O grande rei Salomão e a Sulamita disseram isto (e muito mais), um ao outro.
Salomão faz uma declaração à sua amada (a Sulamita)
A beleza da amada "Que belos são os teus pés nas sandálias, princesa! As curvas das tuas ancas são jóias saídas da mão dum artista. O teu umbigo é uma taça redonda transbordando de licor; o teu ventre é um monte de trigo rodeado de açucenas. Os teus seios são como gémeos de gazela. O teu pescoço é uma torre de marfim; os teus olhos são como os dois tanques de água junto à porta da grande cidade de Hesbon. O teu nariz é como a torre do Líbano, voltada para a cidade de Damasco. A tua cabeça, ergue-se como o monte Carmelo; os cabelos da tua cabeça são fios de púrpura; um rei ficou preso às tuas tranças. Como és bela e encantadora, meu amor! Tu és as minhas delícias. Tens porte elegante como uma palmeira; os teus seios são os cachos. Vou subir à palmeira para colher os frutos. Os teus seios serão para mim como cachos de uvas e o perfume da tua boca como o odor das maçãs. A tua boca embriaga-me como o bom vinho."
A Sulamita responde com esta declaração ao seu amado (Salomão)
Hei-de dar-te o meu amor "Então que o vinho corra para o meu amado e deslize entre os seus lábios adormecidos. Eu sou do meu amado e é a mim que ele deseja. Anda, meu amado, vamos para o campo! Passaremos a noite em flores de alfena. De manhãzinha iremos às vinhas, para vermos se elas floresceram e se as suas flores já abriram; veremos se as romãzeiras estão em flor. Ali te darei o meu amor. As mandrágoras exalam o seu perfume e à nossa porta há frutos excelentes. Querido, guardei para ti frutos frescos e secos. Quem me dera que fosses meu irmão, amamentado ao peito da minha mãe! Assim, quando te encontrasse na rua, podia beijar-te sem ser censurada. Levar-te-ia para casa de minha mãe e tu me ensinarias o que sabes. Dar-te-ia a beber do vinho aromático e do sumo das minhas romãs. Ele põe a mão esquerda debaixo da minha cabeça e com a direita abraça-me. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado."
(in Bíblia, Cântico dos Cânticos 7:1-8:3; 6-7)
A Bíblia é, sem dúvida alguma, um Livro útil para todos os momentos da nossa vida!
(...) O nome do lugar já existia antes da ermida dedicada ao apóstolo S. Bartolomeu, de que se tem conhecimento desde 1482, portanto sendo a ermida anterior a esta data, ou o topónimo Pechão foi acrescentado ao de S. Bartolomeu para o diferenciar dos outros, seus homónimos? E se foi acrescentado para o diferenciar de outros, porquê Pechão, e não outro nome qualquer? Chegados aqui, vamos examinar as várias hipóteses apresentadas pelos estudiosos na matéria sobre a origem do topónimo Pechão, como se escreve hoje, depois de se escrever Pichão, Peichão e Pexão, como se escrevia quando frequentei a Escola Primária, na segunda metade dos anos vinte. E, para começar, direi que há cinco versões diferentes para explicar a proveniência do nome da nossa freguesia. Mesmo assim e referindo-se ao assunto, diz o ilustre olhanense A. Henrique Cabrita no seu livrinho: "Olhão, subsídios para o estudo das origens dos topónimos do concelho", na pág. 19:
"Por carência de elementos e de dados seguros e incontroversos nada se pode afirmar, em termos rigorosamente concretos e categóricos, sobre o étimo deste topónimo. Quanto, acerca do assunto se tem dito e publicado, não passa de simples conjecturas, de meras e sempre falíveis hipóteses". Sendo assim, também eu adiantarei mais uma hipótese, que, pelos vistos, terá ou não terá a sua validade. Mas, primeiro, vamos examinar as versões dos estudiosos na matéria, que são as seguintes:
PRIMEIRA VERSÃO Pexão, ou Peixão, no sentido de "mulher bonita, formosa e bela", a que antigamente se ligou o lugar de S. Bartolomeu, do "peixão" , que seria essa beldade de outrora. Só que, segundo os eruditos na matéria, esse cognome atribuído a "mulher bonita, formosa e bela", um peixão, só muito mais tarde é que apareceu na nossa língua, numa obra de António Peliciano de Castilho, escritor do século XIX, quando o nome de Pechão era conhecido desde o século XV. Assim, esta hipótese não tem qualquer cabimento.
SEGUNDAVERSÃO Uma outra versão, sugestão do citado autor e filólogo olhanense A. Henrique Cabrita, seria a de Pé-chão, considerando-se pé por sopé, quer dizer, sopé dos Cerros de S. Miguel, Malhão e Guelhim, e chão, ou liso e plano o terreno adjacente, em que assenta a nossa freguesia. E diz ele, no atrás citado livrinho, pág. 22: "O solo ou terreno onde a freguesia está situada, uma espécie de anfiteatro, é liso e plano, sem elevações ou desníveis acentuados, já que é, pode dizer-se, como que um vale relativamente extenso, conforme pode facilmente observar-se ao longo da estrada que liga Olhão a Faro". Suponho que o Sr. Henrique Cabrita, além dessa faixa litoral, por sinal bem estreita, desconhecia o resto do enrugado terreno da freguesia que, na sua maior parte, é bastante acidentado, como já atrás descrevi no que diz respeito à orografia. E, ainda, que o sopé, ou pé, dos cerros de S. Miguel, Azinheiro, Malhão e Guelhim, toda essa área muito maior que Pechão, pertence às freguesias de Moncarapacho e Estoi, ainda mais velhas que a nossa. Portanto, parece-me bem que esta versão não tem qualquer fundamento. E o próprio A. H. Cabrita, estudioso na matéria, o diz no tal livrinho, pág. 23: "É mais uma sugestão, uma nova hipótese para o estudo do topónimo. Não tem ou não terá qualquer fundamento, mas... tê-lo-ão, porventura, as demais versões apresentadas?"
TERCEIRA VERSÃO Vamos à terceira hipótese, a de ser a origem do topónimo a existência de vinhas nesta área, da casta de uva pexã ou pechã, uva tinta boa para vinho, que ainda se conhece localmente por pechém. Esta versão, a meu ver, é mais realista que as duas anteriores, apesar de o Sr. Antero Nobre, no seu livro "O Termo de Olhão", escrever: "...nem há memória de por ali existirem ou terem existido vinhas", o que eu não compreendo, pois desde que me entendo existiam vinhas em Pechão (e ainda existem) e, pelo que os mais antigos me contavam e contam, muitas mais existiam antigamente. E também não compreendo que o Sr. Antero Nobre faça uma afirmação dessas, de que por aqui nunca teriam existido vinhas, depois de Ataíde Oliveira transcrever, na sua Monografia do Concelho de Olhão, trechos do mestre Silva Lopes em que fala de algumas vinhas nesta freguesia, assim como citações do "Portugal Antigo e Moderno" onde se menciona algum vinho, aqui produzido. E eu, que vou na casa dos setenta, conheci ainda muitas vinhas na nossa freguesia, e os mais velhos falavam-me que antes havia muitas mais, mas que em grande parte foram dizimadas pela filoxera que invadiu os nossos vinhedos aí pelos anos 1870-72. Agora, se a casta pexã ou pechão existiu em muita ou pouca quantidade, não sei, mas há cerca de vinte ou trinta anos atrás, ainda se cultivavam cepas dessa casta, boa para vinho. Só que, localmente, essa casta é conhecida por pechém. Contudo, outra questão se põe: seria por haver vinhas dessa casta que se deu o nome de Pexão ou Pechão ao lugar da ermida de S. Bartolomeu, ou quando se plantaram essas vinhas já o lugar era conhecido por esse nome, o que é mais lógico? E vamos à quarta hipótese, que é a do Pio-Chão, muito do agrado do Sr. Antero Nobre, e que o muito estudioso na matéria, o Sr. J. Fernandes Mascarenhas, aceita de bom grado e explica as razões no seu livrinho: "Origens dos Topónimos das Freguesias do Concelho de Olhão e de alguns dos seus sítios". Contudo, outro estudioso no assunto e mestre linguístico, o Sr. António Henrique Cabrita, não é da mesma opinião, contestando esta hipótese no seu livrinho: "Olhão, subsídios para o estudo dos topónimos do concelho".
QUARTA VERSÃO Ora, a versão ou hipótese de ser Pio-Chão a origem do nosso topónimo estaria ligada a que nos princípios do povoamento deste lugar existiu uma nascente ou fonte de água tida por milagrosa, e de que há memória ainda na nossa Fonte Velha, com inscrições alusivas datadas de 1754. Assim, pela existência dessa nascente natural e milagrosa, seria considerado um chão Pio, Sagrado, o terreno circundante, o que levaria a chamar-se ao lugar, já com a Ermida dedicada a S. Bartolomeu, S. Bartolomeu do Pio-Chão, o que, com o decorrer dos anos e acertos de linguagem, se passaria a escrever Pichão e depois Pechão. Quanto a mim, acho a hipótese bastante verosímil. Contudo, o investigador e erudito Sr. A. Henrique Cabrita não encontra a hipótese viável, porque, para o ser, teria que se escrever ChãoPio, isto é, primeiro o substantivo, depois o adjectivo, como é corrente na nossa língua, assim como dizer homem gordo e lua cheia, e não gordo homem, cheia lua. No entanto, a mim não me parece essa maneira de ver muito concreta e absoluta, pois há muitos nomes compostos com o adjectivo em primeiro lugar, como por exemplo: Belo-Romão, e não Romão-Belo; Bela Mandil, e não Mandil Bela; Doce-Lima, e não Lima-Doce, etc. A própria Brancanes, que originariamente seria Eanes Branca, e muitas outras. Por mim, aceitaria logicamente que fosse PioChão a origem do nome da nossa freguesia, se não houvesse outra versão que, quanto a mim, considero a mais viável, e que é a única veiculada pelo povo e pela tradição.
QUINTA VERSÃO É a de que seria "Peixão", no sentido de grande peixe, além de ser a versão popular, contada pelos mais velhos, de pais para filhos, a qual ouvi desde a meninice, muitas vezes da boca de meu avô materno, que nasceu em 1840, nas cercanias da nossa Igreja Matriz. E aqui, mais uma vez faço menção do mestre Ataíde Oliveira, quando diz: "O povo estabelece, narrando de pais a filhos os factos mais antigos, uma cadeia que prende o passado ao presente. Pode muitas vezes alterar a verdade histórica, mas no fundo da lenda encontra-se alguma coisa de verdadeiro" . E essa tradição, essa lenda popular diz que, em tempos idos, criou-se, apareceu, um enorme peixe, portanto, um "peixão", aqui na nossa ribeira de Bela Mandil, e que daí se começou a chamar S. Bartolomeu do Peixão, ao lugar onde se encontrava a primitiva ermida dedicada a esse Santo Apóstolo, a qual já existia em 1482, pertencente à freguesia de Sta. Maria de Faro, e já "aprestimada" ao Prior-Mor da Ordem e Mestre de S. Thiago, o Padre Fr. Pedro Diaz. O Sr. Antero Nobre, no seu livrinho "O Termo de Olhão", diz, a dado passo: "...mas nem ali houve algum peixe, mesmo de água doce, nem há memória de por ali existirem ou terem existido vinhas". Sobre as vinhas, já atrás demonstrei que não é assim como o Sr. Antero Nobre diz. E sobre o nunca ter havido aqui peixe, também vou demonstrar que não é correcta essa afirmação, com factos do meu conhecimento directo, e que passo a expor. Em primeiro lugar, chamo a atenção de quem me ler para o facto das condições ecológicas locais não serem agora como eram há sessenta e mais anos atrás. Nessa época, com os invernos muito mais chuvosos que agora e mais anos seguidos de invernia, eu conheci este curso médio da Ribeira de Bela Mandil, aqui na parte central da freguesia, junto à nossa pequena aldeia, a montante e a jusante da famosa Fonte Velha, a tal das águas milagrosas, com pegos enormes onde a água se mantinha durante todo o verão. E conheci alguns desses pegos povoados por eirozes, que é um peixe da espécie das enguias, as quais em pequenas sobem as correntes de água doce, desde o mar onde se reproduzem, e vêm desenvolver-se nesses pegos de águas tranquilas, até ao inverno seguinte em que voltam para o mar com as novas enxurradas. Esta parte da ribeira era então muito frondosa, com árvores de grande porte, especialmente alfarrobeiras, e várias espécies de moitas e silvados, formando um aprazível ambiente e, nos pegos de águas tranquilas, especialmente no chamado Pego Grande, logo abaixo da Fonte Nova, existiam as tais eirozes, em maior ou menor quantidade, conforme os anos eram mais ou menos invernosos. E nós, mocinhos de escola, e outros que não eram de escola, armados de anzóis e linhas, fazíamos a nossa pesca desportiva e muitos tomávamos banho nesses pegos. Isto é que é a verdade, e do meu conhecimento directo, a existência de peixe neste lugar. Ora, muito logicamente e recuando no tempo, seremos levados a imaginar uma ribeira ainda mais propícia para contenção e desenvolvimento dessa espécie de peixe e nada mais natural do que na antiguidade e nos primórdios da existência e afirmação da população local ter-se desenvolvido algum peixe de invulgar tamanho a que chamariam um peixão, o que, num seguimento lógico de linguagem, levaria a que se passasse a denominar o lugar, com a sua ermida, S. Bartolomeu do Peixão ou Pexão. Assim, esta versão muito lógica e coerente, e sendo a versão popular desde sempre, parece-me ser a que tem mais visos de verdade.
VERSÃO DO AUTOR Contudo, como atrás prometi, ainda falta expor a minha hipótese, que é a seguinte: como é sabido, há vários topónimos que têm origem em línguas estrangeiras. Estou-me a lembrar da Arrochela, que seria de origem francesa; Alfandanga, Bela Mandil e outras de origem árabe; Jordana e Maragota que seriam de origem castelhana, e ainda Quelfes que, segundo alguns investigadores, seria de origem italiana. Assim, a minha versão sobre a origem do topónimo Pechão, poderia derivar do castelhano, da seguinte maneira: é sabido, pelos que lêem e estudam, que os filhotes de pomba são chamados "pichones" CJTI língua espanhola, ou castelhana, mais propriamente dita. E o que nós em português chamamos borrachos, como quem diz os pintainhos das pombas. Ora poderia muito bem ser que nessa primitiva ermida de S. Bartolomeu alguma pomba fizesse o seu ninho c que algum castelhano, que por aqui andasse, tivesse descoberto algum pombinho na ermida, "pichon", na sua língua, e daí em diante designasse a ermida de S. Bartolomeu do "pichon", nome que passaria a Pichão, em português, como a princípio se escreveu, e mais tarde Pechão. E tanto isto poderia ser que nesta data em que escrevo, Junho de 1987, e já depois de ter pensado maduramente nesta minha hipótese, ao deslocar-me um dia ao cimo da torre da nossa Igreja Matriz, em companhia duns amigos, deparámos com dois ninhos de pombas nos degraus da escada da torre, já com os respectivos ovos! Até parece um achado de propósito ao encontro do meu pensamento. E quando as pombas ainda procuram o abrigo dessa torre para sua nidificação, melhor o fariam nesses recuados tempos, em que as condições ecológicas e de sossego seriam muito mais propícias. Chegados aqui, parafraseando A. Henrique Cabrita, posso dizer: "E mais uma sugestão, uma nova hipótese para o estudo do topónimo". Até que alguma descoberta documental, ou alguém com dados concretos e incontroversos, ponha os pontos nos ii, definitivamente.
(se fores ao site da Junta de Freguesia de Pechão e clicares na secção "História", poderás ver este texto e mais algumas informações sobre a história de Pechão)
Como já o afirmei, acho legítimo que a publicação das caricaturas do profeta do Islão provoquem indignação por parte de quem o segue, mas nunca esta onda de violência movida pelos líderes religiosos, ao que parece concertada no último encontro que tiveram. Sabendo da tensão mundial em que vivemos, os autores dos "polémicos desenhos" poderiam ter evitado tudo isso se respeitassem a crença e a cultura do Islão. Aliás, isto é coisa que eles não o sabem fazer e teria sido uma boa oportunidade para lhes ensinar (não sei é se aprenderiam).
Nos "países de cultura cristã" eles têm permissão para construir mesquitas, para se manifestarem e criticarem a cultura e a religião do país que os acolhe, enquanto que nos "países de cultura islâmica" os cristãos não podem anunciar a sua fé, não podem construir igrejas e os missionários cristãos, por exemplo, no Irão, Indonésia e Yéman, são presos e vítimas de tortura e mesmo condenados à morte.
Claro que a resolução de toda esta polémica passa pela diplomacia e não com atitudes provocatórias (republicando as referidas caricaturas) e violentas. Porém creio que chegou a altura de mostrar firmeza e de lhes dizer que as suas atitudes são muito mais violentos e desrespeitadores do que alguns "rabiscos humorísticos". Só que o pânico da eventualidade de ficarmos privados do "ouro negro" vai levar mais uma vez os governos do Ocidente a "curvarem-se" às suas exigências.
Quem vai a este blog é convidado a visitar a "Secreta Portuguesa". Eu fui ao site.
Enquanto andei por lá a "cuscar", verifiquei que existe uma secção de candidaturas para, quem quiser, pertencer à secreta (não sei se deram por mim, mas eu tentei ser o mais discreto possível. Se não o fui, também não faz mal porque os mais profissionais em Portugal não conseguem manter por muito tempo uma informação secreta sem que ela venha a público).
Nesta secção (clicando em recrutamento) pode-se ler que:
"entre outras, os candidatos deverão ter, no essencial, as seguintes características:
- senso comum;
- discrição;
- lealdade;
- curiosidade;
- gosto pela interacção e pelo trabalho em equipa;
- criatividade e imaginação;
- equilíbrio e elasticidade mental;
- inteligência abstracta e emocional.
Se considera ter perfil e tem interesse em integrar esta equipa, preencha o formulário de candidatura disponível nesta página ou contacte connosco através do endereço de candidatura, que se destina exclusivamente à recepção de currículos, que ficam em reserva de recrutamento a aguardar oportunidade, pelo período máximo de dois anos civis.
Lendo isto, decidi candidatar-me à secreta portuguesa porque me considero uma pessoa "sensata no comum", "discreto" e "leal" a quem me paga, extremamente "curioso", "gosto imenso de interagir com os colegas de trabalho", sou "criativo" e a minha "imaginação não tem limites", tenho uma grande experiência na "corda-bamba" e na "elasticidade mental" para pagar as contas do mês, controlo bem as minhas emoções porque sempre fui ensinado que "os homens não choram" e "no abstracto sou considerando um crânio"...
Da janela do meu quarto eu posso informar as altas cúpulas acerca da SEGURANÇA. Ao lado do prédio onde moro está ser levantado um novo conjunto de apartamentos e dá para ver quantos trabalhadores usam capacete e tudo aquilo que é necessário para a segurança no trabalho. Posso, da mesma janela, informar os meus superiores acerca dos POLÍTICOS da terra (que por sua vez tratarão de passar para os órgãos de comunicação), quais os dias em que o Presidente da Junta local vai tomar um café na pastelaria "Ruca" (passo à publicidade), e se me fornecerem uns binóculos (certamente que o orçamento para a secreta portuguesa o permitirá, pois na casa dos chineses é baratinho), posso saber se ele coloca o pacote inteiro de açúcar ou se usa adoçante e ainda com quem ele fala enquanto toma a sua "dose de cafeína". Posso também dar informações acerca da oposição local. Do meu "posto de observação" dá para ver o talho "Leonino" (passo novamente à publicidade) e informar se o Elemento Independente da Assembleia local, vende no seu estabelecimento comercial, costeletas finas ou grossas.
Quanto às ESCUTAS TELEFÓNICAS, é só instalarem-me o aparelho cá em casa que eu passo a escutar as conversas da vizinhança... (a propósito, ultimamente o meu telefone tem feito uns barulhos esquisitos, será que eu estou a ser alvo de escutas!? Assim não vale seus "maganos", a escutarem um colega...) O resto da minha "cusquice secreta" logo se sabe no "24 horas" >>>
>>> (recebido por e-mail)
O terror bárbaro e religioso e que se tem manifestado ao longo dos séculos, é o fruto de pessoas que nada têm da "imagem e semelhança" Daquele que nos criou. Aqueles que, excessivamente zelosos, se julgam inspirados por Deus, são cruéis e destruidores. Pela sua crença religiosa agem de um modo obsessivo e intransigente para defender, expandir e impor a sua doutrina.
Os que seguem o Deus de Abraão, a saber, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, ao matarem em Seu nome, estão simplesmente a mostrar que não O conhecem verdadeiramente. As Escrituras revelam um Deus de Esperança, de Paz, de Amor e também de Justiça.
A Justiça de Deus diz que a desobediência a Ele trás como consequência o castigo, que é a morte (entenda-se morte como separação, ou seja, uma separação de Deus para a eternidade).
O Amor de Deus teve como consequência a morte e a ressurreição de Jesus Cristo (a Bíblia diz que a salvação do homem vem pela graça de Deus e não pelas nossas obras e a vitória sobre a morte garante a todos os homens a vida eterna). Aqueles que, arrependidos, aceitam Jesus como sendo o seu Salvador têm, não só o perdão dos seus pecados mas também a certeza de uma vida eterna com Deus. Este amor de Deus é oferecido a todos, mas só aceita quem quer.
A Paz faz parte do carácter de Deus. Se não fosse assim, por causa da desobediência dos homens, Ele promoveria uma guerra com o objectivo de acabar com a sua criação. NÃO O FEZ. Há um texto na Bíblia que afirma "vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz... tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade... e vindo evangelizou a paz a vós outros que estáveis longe... por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito" (Epístola ao Efésios 2:13-18).
Em relação à Esperança. Quando existe intimidade com Deus, passamos a conhecemo-Lo verdadeiramente. Ele não é um Deus de terror, que amedronta a todos com "a destruição". Aos que pensam assim, eu aconselharia a ler a Bíblia para que conhecessem Deus através de um contacto directo e não por terceiros. Acredito que muitas das pessoas que falam, da forma que falam, quando se referem a Deus, certamente nunca leram a Bíblia e aquilo que dizem é com base no que ouviram da boca de outros. Eu aprendi uma coisa que se aplica às questões espirituais e também às terrenas: Quando quero saber a verdade de alguma coisa, o melhor é procurar a fonte - as Escrituras são o único lugar certo para conhecer Deus e, a Bíblia em particular, para conhecer o Cristianismo. O último livro da Bíblia, o Apocalipse, termina, não com o fim, mas com um novo começo!
Creio que a publicação dos cartoons não deveriam ter originado esta onda de violência por parte dos seguidores do Islão. Indignação sim, porque mexeu com as suas crenças. Eu lembro-me que os Católicos também se indignaram quando colocaram um preservativo no nariz do Papa e possivelmente, se alguém fizesse uma caricatura de alguém muito próximo dos autores dos "cartoons da polémica", talvez passasse a ser alvo de uma contestação do visado e quem sabe de um murro no nariz!
Termino apenas dizendo isto: Haja bom senso por parte de uns e respeito por parte dos outros. Quando quiseres opinar sobre Deus, lê primeiro a Bíblia e fala então do que sabes e não do que os outros te disseram.
(Se quiseres vai à ieba que oferece um Novo Testamento!)
Uma pessoa já não pode sugerir nada que lhe chamam logo "interesseiro" e "pedinchão"... Fizeram-me alguns comentários (por e-mail e msn) dizendo precisamente isso :)
Pronto... retiro a oferta (gratuita) do meu terraço... Até porque a minha querida esposa disse logo que não queria antenas lá em casa e um amigo que vive na Serra avisou-me para o perigo das radiações. Agora só me resta, do terraço da minha casa, olhar para a Zona Ribeirinha de Pechão e imaginar aquilo que (não sei se) algum dia ela será...
faço a seguinte sugestão: Que se elabore um projecto (o mais rápido possível para não deixar arrefecer esta "onda tecnológica"), para entregar ao AMIGO e FILHO de Pechão, o Senhor Ministro Mariano Gago, em que se proponha que a nossa aldeia seja uma "aldeia global" onde todos tenham acesso, livre e gratuito, à Internet sem fios e de banda larga, não só no edifício da Junta de Freguesia, como também nas escolas e ainda nos futuros espaços que pretendem requalificar, "nomeadamente o Projecto de Requalificação da zona ribeirinha da ribeira de Bela Mandil no centro da aldeia e a construção de um jardim público", bem como na zona desportiva e no futuro parque infantil e futuro Museu (projectos estes que, segundo o plano de actividades, é uma "das apostas fortes" da actual Junta de Freguesia).
Já agora, como a minha casa está junto à "zona ribeirinha", não me importo que no meu terraço seja instalada uma das antenas que permite o acesso à Internet sem fios (gratuitamente)... é só uma sugestão, claro! :)))
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