"Não falta quem já considere a blogosfera como o quinto poder" (Vital Moreira, Colunista, Público)

Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

A atracção pela morte

 

"A atracção pela morte é um dos sinais da decadência (...) Discute-se o aborto. Discutem-se os casamentos entre homossexuais (inférteis). Debate-se a eutanásia. Promove-se uma cultura de morte"

José António Saraiva (director do Sol)

 

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escrito p/ pechanense às 10:16
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3 comentários:
De xicoxperto a 20 de Outubro de 2006 às 15:08
Falta mencionar a guerra, que tanto dá a ganhar aos falcões americanos (e não só).
Abraço.
De Cláudia Silva a 24 de Outubro de 2006 às 18:22
A morte faz parte da vida. Não é a antítese da vida. É um momento particular de um ciclo. A esmagadora maioria das sociedades comtempoâneas tem muita dificuldade em aceitar este facto. Nega-se a morte, com aversão e terror. É tabu falar-se da morte.

Pessoalmente, considero muito mais decadente defender a vida biologica e organicamente a todo o custo, em detrimento da dignidade humana. Por isso, acho útil que se discutam assuntos como o aborto e a eutanásia. Cada sociedade deve reflectir de forma séria se quer manter nos textos penais, que são totalmente distintos dos texto ditos sagrados, sanções a determinadas escolhas de conduta. Um estado laico tem que saber a diferença entre pecado e crime.

Não concordo nada com as palavras do senhor José António Saraiva. Não acho que a discussão dos assuntos que cita promovam "a atracção da morte", nem "uma cultura de morte". As pessoas que defendem a despenalização do aborto, defendem o direito a uma vida digna, com tudo a que o ser humano tem direito, que nalgum momento ou situação específica, não pode ser assegurada. O mesmo se pode dizer da eutanásia.

Quanto à inclusão do assunto do casamento dos homossexuais na temática da morte, por serem inférteis, chega a ser insultuoso. O problema não é eles inférteis. Se fosse por isso, um casamento heterossexual de pessoas estéreis também participaria na "cultura da morte". Além do que, os homossexuais não são estéreis por natureza. Essa é uma falsa questão. O facto em causa é de outra natureza, muito mais complexa: é a concepção meramente reprodutora do casamento. Isto não descrimina apenas os casais homossexuais, discrimina também, por vezes de forma cruel (pela pressão psicológica e social exercida) os casais heteressexuais que não podem ou não querem ter filhos.

Acho muito inadequada e muito infeliz a escolha de palavras do director do Sol. A discussão dos assuntos em causa não promove "uma cultura de morte". Promove uma cultura de vida que veja a morte como fim natural de um ciclo, fim esse que a pessoa deve poder escolher em caso de sofrimento extremo. Não é lógico, nem amoroso, nem humano perpetuar a vida para perpetuar o sofrimento. Promove uma cultura de vida que garanta a todos os seres humanos serem pessoas por inteiro, terem tudo aquilo a que têm direito: serem desejados, amados, que os pais tenham condições económicas para cuidar deles e prover-lhes sustento, que os pais tenham condições de saúde, mentais e emocionais para ser pais e educadores. Por fim, promove uma cultura de vida em que todos, independentemente da sua orientação sexual, e independentemente do desejo e da possibilidade física e mental de procriar, possam participar democraticamente das instituições da sociedade, como é o caso do casamento.

Os assuntos em questão pertencem ao domínio da consciência pessoal de cada indivíduo, de acordo com os seus valores morais. Para que todos possamos agir de acordo com a nossa consciência e com os nossos valores morais a sociedade não pode sancionar o exercício dessa liberdade. É vital que discutamos estes temas, enquanto sociedade. Caso contrário, a sociedade é só para alguns: os que participam no pensamento dominante, que tende a ser cada vez menos "único". É bom que assim seja. Se os valores sociais fossem imutáveis, ainda hoje se fariam autos de fé impunemente. Esses sim, verdadeiros exemplos de uma cultura de morte.
De touaqui a 25 de Outubro de 2006 às 12:38
O que dizer dos casamentos entre os mesmos sexos.
O que dizer da adpoção de crianças por pessoas do mesmo sexo.
O que dizer da Eutanásia e da vida que muitos vivem sem mobilidade e aguardando a sua hora.
Naõ me falem de aborto, temos assuntos mais prementes neste país para resolver.
Vamos cuidar dos vivos e para a maneira de viver dos mesmo.
Vamos sim tentar fazer este GOVERNO que não faça a vida negra aos que tentam viver com o pouco que se vive e se tenta viver.
Será pedir de mais.

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